Violência de Vereador Mazinho contra servidor de Mauá gera Boletim de Ocorrência e nota de repúdio do Sindicato dos Servidores

O Sindicato dos Servidores Públicos de Mauá divulgou nesta quarta-feira (13) uma nota oficial de esclarecimento e repúdio após os episódios de tensão, agressões e ataques verbais ocorridos durante a sessão realizada na Câmara Municipal de Mauá, na última terça-feira (12).

Segundo a entidade, os fatos aconteceram durante a mobilização organizada pela entidade em defesa das reivindicações da categoria e contra a proposta apresentada pelo Governo Municipal, considerada insuficiente pelos trabalhadores.

De acordo com o sindicato, a proposta já havia sido rejeitada por unanimidade em assembleia realizada na noite de segunda-feira (11), quando os servidores deliberaram pela continuidade da mobilização e pela presença da categoria na Câmara Municipal para acompanhar e impedir a discussão e votação do projeto.

A entidade afirma que a mobilização cumpriu seu objetivo, já que a proposta não foi colocada em apreciação durante a sessão legislativa.

Entretanto, o clima de tensão provocado pelo vereador Mazinho terminou em agressões físicas e ofensas verbais contra integrantes da diretoria sindical e servidores presentes no local. Em razão dos fatos, membros da diretoria registraram Boletim de Ocorrência no 1º Distrito Policial de Mauá.

O registro policial aponta ocorrência de lesão corporal, com base no artigo 129 do Código Penal, e injúria, prevista no artigo 140. O caso foi formalizado na Polícia Civil do Estado de São Paulo nesta quarta-feira (13).

Constam como vítimas no boletim os servidores públicos municipais José Alves do Nascimento Neto e Lucas Miranda. O episódio ocorreu nas dependências da Câmara Municipal de Mauá, localizada na Avenida João Ramalho, na Vila Noêmia.

Na nota divulgada à categoria e à sociedade, o sindicato reforça que atua dentro da legalidade institucional, respeitando as decisões aprovadas democraticamente em assembleia e mantendo compromisso com a transparência e responsabilidade institucional nas negociações.

A diretoria também repudiou “qualquer ação isolada, articulações paralelas ou manifestações à revelia da entidade sindical”, afirmando que atitudes individuais acabam prejudicando o movimento coletivo dos servidores, e colocando em risco às negociações oficiais da Campanha Salarial dos aproximadamente 7 mil trabalhadores.

O documento ainda condena os atos de violência registrados durante a sessão e afirma que tais comportamentos “não representam a grandeza da luta construída historicamente em defesa do funcionalismo público”.

Por fim, o Sindicato dos Servidores Públicos de Mauá declarou que seguirá atuando “com seriedade, responsabilidade e diálogo”, mantendo a defesa dos direitos da categoria e cobrando a retomada das negociações com o Governo Municipal, conforme deliberação aprovada em assembleia da categoria.

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