Em constante estado de mobilização de Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADI), merendeiras e professores, o Sindicato dos Servidores Públicos (Sindserv) de Mauá tem visitado escolas da rede municipal e conversado com funcionários, que relatam quadro funcional insuficiente e superlotação de salas. A entidade tem cobrado esforços da Secretaria de Educação.
O presidente do Sindserv, Jesomar Lobo, destaca a presença da Entidade no local de trabalho. “O Sindicato tem visitado as escolas, mas qualquer servidor pode solicitar a intervenção do Sindicato em seu local de trabalho se assim julgar necessário, basta entrar em contato”, afirmou.
Desde o início deste ano letivo, o Sindserv reuniu-se com servidores e gestores para buscar soluções que contemplem condições básicas para o trabalho dos educadores.
Retrospectiva
Em fevereiro, o Sindicato interviu para garantir e agilizar o pagamento a professores e auxiliares eventuais, que tiveram seus contratos encerrados e foram submetidos ao procedimento de rescisão, embora não houvesse vínculo empregatício.
Em março, em reunião com a Secretaria de Educação, o Sindserv cobrou a contratação de ADI’s temporários para suprir a insuficiência do número de profissionais nas escolas. A entidade reivindicou também a convocação de auxiliares de inclusão e melhoria nas condições estruturais da EM Marli Rodrigues, localizada no Jardim Zaíra. No dia 27/03, os ADI’s se reuniram no Sindicato.
Em abril, o Sindicato promoveu uma paralisação dos ADI’s da EM Therizinha Leardini Branco, localizada no Jardim Zaíra, por 60 minutos. Na ocasião foram distribuídas cartas direcionadas aos pais para explicar sobre a falta de funcionários e a superlotação das salas em razão da ausência de planejamento, além de determinações judiciais.
Após o ato, foi convocada uma reunião pelo secretário de Educação, Maurício Leme, que recebeu as demandas dos servidores e comprometeu-se em buscar soluções emergenciais.
Em maio, o Sindserv chamou todos os professores e ADI’s para uma plenária a fim de tratar dos problemas que afetam o atendimento aos alunos e relatar o que havia sido atendido até então.
Em junho, as merendeiras foram chamadas pelo Sindicato para discutir a falta de funcionários, a bandeira da redução da jornada e apresentar uma ação judicial em favor do adicional por insalubridade.
Ainda em junho, foi realizada mais uma reunião com a Secretaria de Educação, a fim de verificar o andamento das tratativas e solicitar a concessão de um recesso a todos os funcionários das escolas da rede municipal.
Em agosto, após o recesso do mês de julho, o Sindserv foi chamado na EM Maria Rosemary de Azevedo a fim de conversar com os servidores sobre insuficiência do quadro de funcionários. Diante da reivindicação do Sindicato, a Secretaria de Educação direcionou quatro novos ADI’s.






